entrevista com Alo Prado - final

SubCena:o que seria o sucesso pra você?

Alô Prado:

Ah, eu considerei sucesso como grana e viver de música quando eu tinha 18 anos,

mas hoje aos 32 eu vejo que é muito mais substancial,

tocar a música que vem da cabeça e conseguir gravar e divulgar.

O Wagner Tiso disse uma vez que o mineiro faz música primeiro pra se agradar,

se a música agradar a alguém a mais já é lucro. Considero que atualmente eu estou no lucro!

SubCena:entao sucesso, seria fazer o que se quer ?

Alô Prado: Fazer o que quer!

Porque se você vai muito na onda de pessoas que querem te manipular, você perde a essência e pode começar a se repetir, depois não vai saber nem se repetir mais!

SubCena:legal cara, foi um prazer falar com você, deixe suas considerações finais, algo mais que queira dizer, e não esqueço do contato para os interessados:

Alô Prado:

Não há considerações gerais a fazer, tá tudo aí ,pra quem quiser ver.

Quem quiser mandar e-mail ou adicionar no MSN:

alrifo@hotmail.com,

tenho as comunidades do orkut, do IJM e do Alô Prado, e das outras bandas.

No meu perfil do orkut tem todos os vídeos:

Delirium, Silver Beatles, Bagumba, Melesqüência...

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8264243111099080795 ,

e o IJM está no trama virtual também:

http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=26124

SubCena:muito obrigado por tudo, e boa sorte cara!

Alô Prado: Eu que agradeço, abraços a todos!

 

 

entrevista com Alo Prado - parte 2

foi quando surgiu o In Just as Melesqüência,eu era guitarrista na Delirium Tremmens e o Dudu era baixista no "Efeito Borraxa",

nós dois quisemos montar uma banda pra eu tocar baixo e ele tocar guitarra,

conhecemos o baterista Aulus Rocha e montamos o IJM,

o Delirium Tremmens acabou em 1996

e entre 2003 e 2005 participei do projeto de uma banda chamada Bagumba

SubCena:alguma dessas bandas sobrevive até hoje ? ou voce anda fazendo algum trabalho solo?

Alô Prado :bom, o IJM sobrevive, mas respirando por aparelhos. Porém temos planos de gravar um CD ainda em 2007.

SubCena:quanto aos trabalhos solo ?

Alô Prado:

eu tenho essa parte da história tambem:

por volta de 1996, com o fim do Delirium, eu gravei meu primeiro trabalho solo,

uma espécie de treinamento e registro de algumas músicas que eu havia feito até então

e sempre ouvia o disco do Paul McCartney de 1970, o "McCartney"

e o "Singin' Alone" do Arnaldo Baptista, de 1982.

Esses dois discos foram gravados só por eles, aí eu quis tentar exercitar essa idéia,

de tocar todos os instrumentos e fazer todas as vozes;

e além disso tudo, eu ainda fazia as gravações e as artes.

Eu tava meio chateado de ter saído do Delirium e dei o nome do primeiro solo de:

Nóis é Nóis e o Resto é Bunda!

Depois só em 2001 voltei a fazer um trabalho assim, mas esse teve umas participações especiais se chama "Superneta do Plafície".

Em 2002 fiz mais dois trabalhos: "Tempo e Dinheiro", que contém versões de outros compositores ainda, e "O Tempo Passa", que foi o primeiro com apenas músicas minhas.

Quando eu passei da era analógica pra era digital, eu gravei o quinto solo,

"Independente!". O título é uma brincadeira sobre o cenário da música independente,

que eu ainda acho ser muito mais dependente, já até foi rotulado como Indie!!!

O CD é independente pq eu fiz tudo desde a escolha do repertório até a masterização,

as fotos, as artes gráficas,

tudo isso graças ao santo computador e a nossa mãe Internet,

que além de tudo divulga. Já mandei as minhas músicas pra muitas partes do Brasil e do mundo.

SubCena:deu pra ver que você nunca ficou parado, esperando as coisas acontecerem e sempre viu tudo de um jeito particular, você daria algum conselho pra quem ta querendo fazer musica nos dias de hoje?

putz cara, conselho? ... ...tem dois caminhos: ou a pessoa tenta se enquadrar no esquema da máquina, ou corre por fora, pq ser diferente é uma aposta também,

quero dizer, ou você tenta ser igual ao que faz sucesso e dá grana e tudo mais,

ou aposta que ser diferente pode ser a chave do seu sucesso!

 

entrevista com Aloisio Prado, mineiro,multi instrumentista,com varias bandas na bagagem e muita historia pra contar: (parte 1)(entrevistado por Ht)

SubCena: fale um pouco sobre você e como surgiu o gosto pela musica:

Alô Prado: Cara, eu sou o quinto filho em cinco lá em casa.

Tenho 3 irmãs e um irmão e desde criança a música está presente na minha vida.

Todos os meus irmãos cantam ou tocam ou fazem os dois,

eu fui ouvindo o que eles ouviam e tocavam, por isso minhas influências variam tanto.

Como bom mineiro, ouvi muito o Clube da Esquina,

mas ouvi muito Chico Buarque, Alceu Valença, Gilberto

Gil e tal, mas quando eu tinha 12 anos ganhei uns discos que eram da minha irmã mais velha: Revolver (Beatles), Sabbath Bloody Sabbath, Burn (Deep Purple)

e aí senti o interesse de tocar.

SubCena:qual foi o primeiro instrumento ?

Quando eu tinha 9 anos eu comecei a cursar piano clássico

mas não gostei, fiquei um ano e meio no conservatório.

com 13 anos eu ganhei meu primeiro contrabaixo,

com 13 comecei a tocar bateria sozinho,

aos 14 comprei a primeira guitarra

e fui tocando em bandas com meus amigos,

na verdade, nós montamos a primeira banda sem ninguém saber tocar nada!

SubCEna:e você sempre optou pelo alternativo ?

Pois é, desde antes de eu me interessar por música eu já era meio avesso ao que era oferecido como música,

aquelas bandas que iam tocar no Chacrinha já me causavam desconforto,

a primeira banda que eu montei já tocava um punk-rock e

o povo olhava torto pra gente,

só pq a gente tocava uma música do Legião: Metrópole

SubCena:falando em Legião, lembramos de Brasília, não da pra não falar de política, vivemos isso, algum acontecimento político te influenciou musicalmente?ou influencia?

ate hoje ?

Alô Prado :

cara, o que mais influenciou foi a era Collor,

por um motivo simples,

antes dele, o acesso a instrumentos musicais e afins era muito restrito

tanto que a minha primeira bateria era improvisada,

uma bateria mesmo usada era caríssima,

depois da abertura da importação as coisas começaram a chegar com menos dificuldade

e equipamento é fundamental pra se fazer som...

e a gente que não sabia tocar, pobre e sem acesso a nada,

mesmo assim conseguiu fazer som e imprimir uma certa história!

SubCena:fale mais sobre "a gente" que você citou, amigos, companheiros de banda, quantas bandas já teve e tudo mais:

Alô Prado:

A primeira foi o "AI-5" Anarquia e Insultos, em 1987,

a que todo mundo olhava torto pq tocava Legião.

Em 1988 fundamos o "Delirium Tremmens", eu, meu primo Pablo Castro e o amigo de infância Messias Lott

paralelamente ao Delirium Tremmens, fizemos uma banda cover de Beatles, "The Silver Beatles", com o baterista André Chagas,

entre 1989 e 1993,

depois do fim do Silver Beatles, voltamos com força na Delirium Tremmens

em junho de 1993 vencemos um concurso de demos promovido pelo Jornal do Brasil,

nessa época o Delirium tinha Luciano Baptista na bateria e Dudu Roland na percussão ...(continua)

 

perguntas SubCena respostas Jackson (guitarra e vocal)

1) No realese da banda encontramos a seguinte menção “No mundo do rock não existe palavrão maior que pop”. Vocês realmente acham isso? Até que ponto uma banda de rock é classificada pop?

 

Estas são palavras que de quem um dia pensou assim. Quando eu comecei a ouvir rock aos 16 anos tudo que tivesse o nome pop no meio pra mim era motivo pra ficar ofendido. Eu gostava de som pesado e andava todo de preto (hehehe!), mas depois que uma grande amiga minha me emprestou o disco nevermind do nirvana tudo mudou. Fiquei mais ligado ao rock alternativo, bandas que mostraram que fazer um som melódico em meio às guitarras distorcidas pode ser pop, mas nunca vai deixar de ser rock.

 

2) Qual o caminho que vocês querem apontar com suas músicas e composições?

 

Das belas melodias com um toque de sinceridade.

 

3) Tem alguma banda hoje em meios de comunicação que vocês pensam putz podemos pegar isso como exemplo, ou não há nada de novo nas rádios, tv, etc.?

 

Uma das bandas que eu mais admiro em meios independentes são os autoramas. Uma banda que sobrevive de uma forma muito profissional sem precisar estar tocando em alta rotação nas rádios e tv.

 

4) Como está rolando a divulgação das músicas.

 

Procuramos usar todos os tipos de ferramentas, tanto na internet como no boca-a-boca.

 

5) Tem algo que queiram deixar bem claro sobre a banda?

 

Sim, eu sou fã de engenheiros do hawai, o Rafael e apaixonado pela Maria Rita, e a Paula nega mais não esconde que tem uma caidinha por bossa nova. (hahahaha!)

 

6) Pensou que ia escapar, mas não viu (rsrs) conta como foram às gravações das músicas pro cd-demo? Rsrs

 

Cara as gravações da demo rolaram entre 2005/06 no estúdio do Gabriel Underwood (machine action). Foi um misto de inexperiência, curiosidade, e sentimentos. Optamos por gravar com o Gabriel por ele manter dentro da sua casa um estúdio no melhor estilo “faça você mesmo”.  Depois que gravamos a batera, guitarras, baixos e vocais descobrimos que isto faz parte da nossa vida. E vamos manter este vicio ate o fim.

 

Valeu boa sorte para vocês!

 

Valeu sub cena pelo espaço!

 

 

1-Subcena- Qual a diferença entre a sua musica e os Rap's que a gente ouve nas rádios?

Xandão: O Rap que toca nas rádios tem o formato "feito para", o meu é variado faço Rap falando de tudo não penso em fazer um certo tipo de Rap para "tal coisa", mas não tenho nada contra nenhum tipo de Rap (só se aparecesse Rap gay).

2-Subcena- Quais são as suas influências?

Xandão: Ratos de Porão, D.M.N, Defalla, 24-7 spyz, Mike Patton, isso no passado. Hoje são: Elephant Man, Capleton, Sizzla, turbulance, e os R.D.P. continuam foda, também gosto muito de maguerbes.

3-Subcena-Xandão é você quem escreve as letras, onde você tira inspiração pra escrever? suas letras falam do que?

Xandão: Sim, inspiração em tudo que eu ouço e vejo principalmente no povo, em costumes, lendas, crenças... Também gosto muito de cultura rastafari (e fala muito disso) tiro inspiração da vida mesmo.

4-Subcena- O que você acha do som das radios e da falta de espaço pra gente nova que está na luta como você?

Xandão: Rádio tem que sobreviver então tem que cobrar. O foda é o monopólio disso, eu tenho ódio de Dj's que não tocam, programadores que se recusam. Acho que a principal culpa pelo lixo sonoro vem dos Dj's. Eles tem o poder e as vezes fecham os olhos, tem muito som bom por ai que nunca vai tocar. Mas isso ja é "da antiga" , se não tiver grana pra divulgação vai tocar em bocada até morrer.

5-Subcena- Você está com um CD novo fala um pouco desse trabalho novo e dos outros trabalhos que a gente sabe que você tem.

Xandão: Meu CD novo estou produzindo desde 2003, ele traz o ritmo dancehall que tem uma batida dançante onde eu faço a levada no estli raggamuffin e o disco também traz o New Roots que é o reggae na sua essencia . No dancehall eu falo de mulher e no reggae eu meto o pau em tudo. O disco foi lançado pela loja Johnny B. Good tem 11 músicas e foi produzido por Jimmy. Desde 2002 estou com CD's na forma underground nas ruas, tenho 2 com o meu grupo o afro rude, 1 solo com o nome de Medrado, um CD do medrado com Idmon e um do 7 velas crew, além de varias participações em CD's de Rap nacional como Facção, Ant sistema, Filosofia de rua, engajaduz,etc... Participei também do CD do Cabal intitulado " a copa é nossa" e logo mais saira minhas rimas no CD do kex e nas mixtape da high e do sagat, ja tenho videos no youtube e meu clipe daqui a algumas semanas ja estara disponivel com a musica " Metê fogo "

6-Subcena- Onde a gente pode encontrar os seus trampos e saber sobre as suas idéias?

Xandão: Sobre o meu reggae é no 7velas.com.br, myspace.com/xandao. Meu CD tem na loja Johnny B. Good na galeria Presidente numero 116 meus Rap's tem na galeria do Rock no subsolo na loja Pavilhão. Para Shows é só ligar no 3237-3988 com Jimmy. Acesse myspace.com/xandao, myspace.com/deeluz, myspace.com/7velascrew e nyspace.com/bterror. E obrigados a Diogo e ao Luis pela força, a familia 7 velas, Deeluz, Afro Rude, Pedro Silva, minha familia e Jah Rastafari.

 

Herick - bateria, Leandro - Vocal & guitarra, Gualter - Baixo

resposta por Leandro Ayuso Vocal e guitarrista

perguntas SubCena

1 - 2007 está ai sabemos da dificuldade que ainda hoje as bandas passam para tocar, como superar isso na sua opnião?

R: Bem... Acredito que isso não irá mudar muito, pois a diferença de uma pequena banda de garagem (recente) de uma banda de um porte um pouco maior (banda com mais tempo de estrada) é exclusivamente o "tempo" que elas existem, ou seja, quando o Monaural apareceu na cena, éramos como aquele aluno novo de classe que todo mundo olha e fica analisando saca? Com olhos críticos, mas cheio de julgamentos maldosos (na maioria das vezes) rs
Isso rola pra cacete! Mas que seja... A gente se sentia assim no começo, meio deslocados e isso dificultava o acesso por sermos apenas desconhecidos e nada mais que uma nova banda na cena, querendo tocar! Com o passar do tempo saindo pra ver um show aqui, bebendo uma cerveja ali, você faz suas amizades (contatos) geralmente esse fulano sempre tem uma banda e ta no mesmo barco furado que o seu e te chama pra fazer um barulho com a banda dele e é assim como a coisa funciona a meu ver. Quanto mais shows, mais divulgação, mais sua banda vai ficando conhecida mesma que ela seja ruim que é o nosso caso. (rs)
Então a dificuldade no começo é simplesmente os poucos contatos que você tem ou ainda irá fazer. Isso eu digo relacionado à dificuldade em marcar shows, agora lance de equipo, donos de bar malas, etc., etc. meu, isso todo mundo acaba tendo que engolir, pois são ossos do ofício.
Desconhece o rumo, mas se vai!

2 - Vocês já obteram otimas criticas sobre os trabalhos lançados ( na internet, ep etc.) qual a reação disso?

 Quem te contou essas mentiras?rs O lance vem sempre depois, desde um comentário de um amigo que viu um show até como você citou, no caso das resenhas. Isso vai de certa forma causando interesses nas pessoas.
Eu ainda não senti nenhuma reação concreta, mas ter um convite de uma entrevista para um zine já é uma puta conquista legal a meu ver. A gente é banda de garagem e apenas estamos pré-dispostos a fazer rock. Damos o melhor da gente nos ensaios, gastamos grana com isso, você que tem banda sabe do que estou falando. E quando você gosta do que você faz acho que existe uma tendência a sair bem feito dentro de suas limitações, claro!(rs)
Acredito que se você faz boa música, daquela que sai de dentro pra fora não importa se vomitada ou cuspida, escarrada, arrotada, peidada ou simplesmente cantada um dia você irá ter algum tipo de reconhecimento.

3 - Sabemos que o Monaural é uma banda de rock ( risos ), você ouvem outros estilos músicais, da onde vem as inspirações para as músicas?

 R: eu já fui um cara mais cabeça dura pra música, mas ultimamente eu procuro ouvir simplesmente o que me agrada, sem me apegar a rótulos ou coisa parecida. Também não compro mais CDS e faz tempo! A NET facilita o acesso pra caralho.
Você pode ficar o dia inteiro na trama procurando bandas independentes lá sem pagar nada.
Acho que no geral a banda escuta mais rock, cada um tem suas bandas prediletas e de certa forma são similares. As nossas influências se cruzam nas bandas que surgiram na virada dos anos 90, Nirvana, Soundgarden, Alice in Chains, Mudhoney, etc...

Mas isso não quer dizer que eu só ouça "grunge". Ouço de Elis Regina à Slint e claro to sempre ligado no que ta rolando na cena, tenho demos e plays de várias bandas comigo aqui e to sempre sapeando. Isso certamente nos influência!

4 - Como foi a entrada de um quarto membro para a banda ( Saiki - guitarra )? E qual foi a diferença que vocês sentiram quando ele saiu?

R: Foi maravilhoso! Saiki além de ser um ótimo músico é uma pessoa muito especial.
Quando fizemos o convite ele estava muito entusiasmado e chegou com muita energia nos primeiros ensaios, tivemos que adaptar todas as músicas para duas guitarras, isso foi um trabalho que demorou 8 meses aproximadamente, incluindo o período de adaptação de todos.
Acho que esse processo nos ajudou muito a evoluir musicalmente e a nos conhecermos melhor como músicos! Exploramos um pouco mais nossas limitações chegando a um amadurecimento árduo. Porem quando chegamos a um patamar mais elevado ele teve que sair, por motivos pessoais, entre eles a falta de tempo para conciliar trabalho e sua outra banda. Forte Apache a qual ele toca baixo até hoje. Foi um susto! Pensamos que merda! Fodeu! Vamos ter que retroceder?
Pensando melhor chegamos à conclusão que não dava pra andar pra trás, voltar não era viável. Então preferimos simplesmente buscar novos rumos para nossa música, Gualter comprou um Fuzz e jogou no baixo pra dar mais consistência e me jogou um equalizer que me da mais punch e presença de guitarra nos palcos, encima disso a gente buscou soar ainda mais pesado que antes... Pois duas guitarras deram ainda mais essa impressão para as pessoas, o vazio tinha que ser preenchido e foi feito na maneira do possível.
No final o Monaural só teve a ganhar com essa experiência mesmo tendo nos atrasado um pouco no processo de criação do nosso novo disco.

 5 - Como a cena se apresenta até vocês? Tem alguma banda a destacar, algo que vocês veêm e dizem isso não está certo...

A cena a meu ver virou uma sopa bem grande e todo mundo quer meter a colher!
Então já viu!! Rola muito prestígio sincero mas muitos tapinhas nas costas e agrados esperando sempre algo em troca. É como uma corrida, todo mundo quer chegar lá! E nessa corrida sempre tem o que quer chegar à frente passando por cima de todos os outros, etc..
Acho que tem muita meninada montando banda porque o "rock ta na moda" , muita meninada procurando se aparecer, puro status, roupas e cabelos não passam disso pra mim.
Não dizem nada! E tem os que dizem de mais e se vestem de coisas que não são e nunca vão ser.
Rock não se compra no shooping nem em butiques, eu tive minhas primeiras bandas muito antes dessa sopa ficar pronta e eu sei do que estou falando.
Quando tinha meus 15 anos, montar uma banda era apenas uma forma de se rebelar e não passava de um sonho distante, um passa tempo criativo, naquela época não existia os bares de hoje e nem esse monte de banda, havia os gatos pingados querendo fazer seu barulho, querendo mostrar algo, expressar algum tipo de sentimento, não montar uma banda simplesmente porque as menininhas vão te achar descolado, se é que me entende?
Isso ainda existe, é o verdadeiro espírito do rock e ele está presente em poucas dessas bandas que estão ai hoje dentro dessa sopa... Pena que essas bandas não tenham o verdadeiro reconhecimento que deveriam ter. A vida é um jogo e o jogo é podre!
O lance é fazer você mesmo sem se preocupar.
Eu não tenho nenhuma banda a destacar, pois as que são verdadeiramente boas são de mesma importância para mim e isso não iria mudar em nada, pois elas não estão nos grandes festivais e nem na programação da MTV. Quando essas bandas chegarem lá é porque a verdadeira cena acabou.
Pra mim basta tocar em botecos e ter cerveja gelada na mesa.

Valeu!

Ps. Esse ano eu apareço em um show com certeza rsrs

Catracas Pra Contar Velhas Ilusões, ou

"A liberdade é um pássaro voando com gaiola e tudo. Falcão"

Venho me perguntando a alguns dias, se realmente sabemos fazer jus e contas de nosso velho novo passado. Digo isso relembrando o que as pessoas mais velhas (o que incluem nossos políticos da atualidade) dizem sobre ditadura, diretas já, etc e tal. Ora, sempre dizem que a juventude atual não tem porque mais lutar, que eles já fizeram a revolução que era necessária em nosso país, e que agora só nos sobrou a Revolução da Moda (SPFW e aquelas magérrimas, desfilando coleções que meus pais e meus avós achavam hype na sua época), Revolução Tecnológica (Ipods, MP3, e as grandes corporações com novas idéias. Mas não se esqueçam de que o avião mais novo, o AeroLula por exemplo, foi desenvolvido no começo dos anos 60) e Revolução Musical (Estamos subindo com a música alternativa e divulgação independente e eis que aparecem grandes corporações e afogam com Guaraná Dolly novas expectativas)...

Mas a questão é que agora nos sobrou a parte mais suja (que não deixa de ser instigante e divertida), de reinventar o novo, subverter idéias pré-concebidas e mudar conceitos já formados. Mas comecemos de coisas pequenas...

Em São Paulo, quem mora, trabalha, vive e sofre aqui sabe que o Transporte é o calcanhar de Aquiles dessa cidade (o PCC é o espinho que o Aquiles pisa, mas aí é outra história). Pois que a gestão municipal anterior implantou um sistema novo de transporte, salvo erros de projetos e eleitoreiros, uma boa idéia... Mas a atual julgou economicamente que as catracas dos tais terminais seriam o "Ovo de Colombo" do espaço... Agora já não servem mais pra agilizar passagem, caminhos, enfim, estão sizinhas mostrando que um metal é só um metal e só um metal.... Bom, vejo que aqulo agora é só um pretexto para relembrar velhas ilusões, e que nós, jovens, estamos envelhecendo precocemente com esse pequeno exemplo, deixando passar nosso pequeno motivo de revolução moderna, que sempre foi lógico, de contestar o atual, o próximo e visível...

Aí me pergunto porquê??? Será porquê estamos preocupados demais conosco??? Com tudo o que já está feito consumado é??? Não há errono passado que o futuro com luta e inteligência não conserte??? Ficam aqui essas questões, pois espero pensar que um dia "A liberdade é um pássaro voando com gaiola e tudo..." seja só mais uma idéia como essa... Ultrapassada e obsoleta...

Júnior Rodrigues

Vocalista e Guitarrista da Banda Herdeiros da Questão

entrevista por Orione & Alvez

respostas por Jefferson

1) Qual é a formação atual da banda?

Desde o começo da banda o único problema foi descolar um batera que curtisse o som e soubesse fazer um "tupá tupá". Hoje a banda conta com Rodrigo (vocal), Henrique e Glauber (guitarra) Jefferson (baixo) e Gederson Nonô (bateria).

2) Por qual motivo vocês optaram pelo hardcore?

Sempre optamos por ouvir bandas dos anos 70 e 80, como Led Zeppelin, Deep Purple, Iron Maiden, Sepultura, até que um dia conhecemos um álbum chamado "Question Your Truth" do Street Bulldogs. A partir daí foi o fim (risos). O hardcore possuiu nossas cabeças ao ponto de percebermos que criticávamos outro estilo de som sem conhecer, e desde então virou nossa forma de protesto. "O Hardcore não são camisas bonitas".

3) Vocês tem a intenção de ter um público selecionado?

Nós nunca tivemos essa idéia, porque ouvimos praticamente todas as vertentes do rock, entretanto as letras têm um cunho político muito grande, interessando assim os mais "revoltados".

4) Geralmente num som de hardcore as bandas são muito parecidas, o que diferencia o som do No sockscore das demais?

Do lado de fora do formigueiro todas as formigas parecem ser iguais, mas ao ver detalhadamente, podemos reparar diversas diferenças. Em um show de hardcore é o mesmo vulgo, ou seja, quando se vê as bandas, se vê também uma empolgação diferente de cada uma, um feeling diferente. Assim o No SocksCore é diferente como todas as outras também.

5) Vocês acreditam que a banda tem um futuro duradouro?

O nosso intuito é de tocar por muitos anos, mas se tiver de acabar será uma coisa muito "estranha".

 

 

6) Quando vocês vão fazer alguma apresentação, o que mais irrita a banda?

Nos irritamos mais em relação ao público por sempre que nós ou muitas outras bandas irão começar a apresentação, muitos do público já pensam: " É mais uma banda de hardcore". E fora isso é a falta de respeito mútuo nos shows, banda querendo ser melhor que a outra e aí vai e é foda mesmo.

7) Vocês nâo acham que ter o rótulo de "banda de hardcore" complica um pouco as coisas? Até mesmo porque quando se ouve falar de hardcore hoje associa-se muito a Emocore, já sofreram com isso? (risos)

Complica quando a pessoa é "meia" leiga e acha que o hardcore é o que ta na mídia e o que é televisionado, pois aliena muito as pessoas. Uma pessoa que confunde, por exemplo HxCx com emocore não precisa ser levado em consideração, o hardcore é um mundo alternativo, já o emocore é mais uma vertente que vai sumir igual aos darks dos anos 80 e os grunges dos anos 90, mas confundir o nosso som com emocore nunca, porque é só escutar In a Long Time que as especulações morrem. (risos)

8) A idéia de cantar em inglês de certa forma não um indissio de colônização? fale um pouco sobre isso.

Consideramos o hardcore uma colonização musical, porque foi importado das gringas, mas o lance de cantar em inglês é um lado bem mais pessoal, mas colonização de cultura é algo importante, se não estaríamos na época das foices.

9) Qual a reação do público ao ouvir as canções em outra língua?

Boa pergunta, nunca pensamos nisso, porque o show vira uma bagunça com o primeiro acorde, mas ainda assim quem tem a demo ou conhece a banda curti os sons em inglês, mas a músicas em português que são poucas, são mais empolgantes. (risos)

10) Nesse  tempo de banda qual foi a coisa mais louca que aconteceu com vocês?

Cara, o show de Itaquera em outubro do ano passado foi um caso a parte, no caminho fomos em uma van com um tiozinho dirigindo que foi ouvindo música sertaneja (principalmente tunico e tinoco) e forró toscão no caminho todo, ele cantava todo empolgado achando que era o máximo e nós acompanhando. Depois disso chegamos lá, o Jefferson e o Glauber como estavam com fome foram comprar uns hot dogs sem salsicha (eles são vegetarianos), aí a tiazinha do rango disse que não ia fazer porque a salsicha estava contada com os pães, depois de muita negociação conseguiram comer o rango, aí pra completar o antigo baterista quase apanhou de uma mina porque ele disse que ela parecia o raper Sabotagem e principalmente porque ela estava dizendo que ele estava passando a mão nela, foi uma confusão. (risos)

11) Vamos lá a última, porque raios vocês falaram que a banda iria acabar? (risos)

Cara a banda acabou durante 3 meses, mas a necessidade de falar no microfone e tocar foi bem maior do que problemas individuais. Voltamos agora e o clima ainda não é um dos melhores, mas tudo indica que com o tempo tudo irá melhorar e voltar a ser como antes.

Gostaríamos de agradecer a entrevista e espero que tenha sido do agrado de todos.

Dúvidas sobre a banda, ou alguma resposta mal dada é só entrar em contato:

Email: nosockscore@gmail.com

 

 É nós que agradecemos

entrevista Por Diogo Alvez

Olá meninos e meninas como vão vocês hoje? Nós do SubCena temos a honra de entrevistar o pessoal da banda de punk rock Ramón Valdez. Vamos ver o que eles tem a nos dizer.

Bom vamos lá quero agradecer primeiro e perguntar depois valeu por responder as perguntas do SubCena todas as respostas seram postadas sem edção.

1-Subcena: Como vocês do Ramón Valdez vem a cena na zona sul, vcs acham que tem espaço pras bandas de punk rock?
Ramon valdez: a cena da zona sul é pequena, principalmente dentro do punk rock, muito preconceito e tal. Mas espaço sempre tem pras bandas q toquem com honestidade, e com amor ao som.
2-Subcena: Quais são as suas influências? Vocês tem músicas proprias?
Ramon valdez: Tenho 12 músicas próprias, e as nossas influências são bandas como circle jerks, ramones, GG Allin, deserdados, garotos podres, misfits...enfim...bandas punk ede hardcore anos 70 e 80.
3-Subcena: Sobre o que suas músicas falam?
Ramon valdez: geralmente fatos q acontecem no dia-a-dia de cada integrante, assuntos relacionados a trabalho, amizades, relacionamentos, frutrações, e como não poderia faltar, algumas leves críticas á política e todo o resto relacionado ao governo em geral.
4-Subcena: Vocês só tocam punk ou vcs também são...
Ramon valdez: ...Só tocamos punk!! Hoje em dia muitos dos que se dizem punk, não conhecem ou entendem o que foi esse movimento e o que ele representou, e com isso acabam manchando o nome PUNK, que vai muito além de usar um moicano, usar drogas e bagunçar
5-Subcena: O que seria esse muito além?
Ramon valdez: Além disso punk é cultura de rua e contestação de bases, conceitos pré-estabelecidos e lutar por uma vida mais digna, buscando seus direitos de forma inteligente, sem violência, por isso pra ser punk não é necessario ser anarquista ou seguir qualquer corrente pólitica, basta ser autentico e pronto...
6-Subcena: Como vcs vem a situaçao da politica nacional ?
Ramon valdez: Decadente. Falam muito sobre boicote à mcdonalds, coca cola, e outras coisas, mas o que o povo deveria boicotar mesmo que são os politicos, que são todos mentirosos, roubam na cara de pau, contra eles não há nenhum tipo de boicote, entra ano e sai ano sempre as mesmas figurinhas de sempre. Por isso aos meus olhos a situação é decadente.
7-Subcena: Vocês pensam em votar em alguém ou vão anular o voto?
Ramon valdez: Estava convicto de anular, como na anterior, mas vi um candidato que vou procurar me informar mais ao seu respeito, e talvez até vote nele.
8-Subcena: Legal, onde nós podemos encontrar material de vocês?
Ramon valdez: Temos 3 músicas disponivél para downloads no site
www.bandasdegaragem.com.br/ramonvaldez estamos também no site http://www.fuckkk.com.br/modules.php?name=Bandas&;rop=showcontent&id=237
nele tem algumas informações ao nosso respeito.
9- Subcena: O que vocês esperam com as músicas que vocês fazem?
Ramon valdez : Esperamos ser reconhecidos pela mensagem que tentamos passar pelas letras de nossas músicas, e que elas tenham algum sentido para as pessoas e que de alguma forma ajudem elas.
10-Subcena: Para fechar quando vamos ver vcs tocando e o que esperar de vocês no palco?
Ramon valdez: Estamos pra fechar um show no relicário rock bar dia 19/08 e o que podem esperar no palco é muita energia e amor ao som, pois tocar é uma das coisa que mais gostamos de fazer!!!

valeu Ramóns!
Afonsoom dia 15/07

 Uma resenha sobre o "caos" no bom sentido que virou o Afonsoom Estúdio no ultimo dia 15/07, quem não foi, eu sinto muito...

Eu já esperava que este seria um grande dia , mas quando entrei no estudio tive a primeira grande surpresa. O impacto que o local causava era de um verdadeiro "lar doce lar" , o posicionamento do palco , os sofás espalhados , tudo pintado . Uma atenção e dedicação prestadas que ali  demonstrava que eu nunca vi .

Bom , com relação as bandas . Como de costume , os shows que nós fazemos questão de participar , vai alem de um evento de rock , mas , uma ação cultural que causam choques positivos de vertentes do rock.

E como nas outras vezes , vimos que o desempenho das bandas vem do bom ao melhor a cada musica.

Tivemos abrindo o evento as meninas do Pink Lolly Pop , que mostraram alem de atitude ,responsabilidade e versatilidade de participar do "Som no Afonsoom" e tocar poucas horas depois no Black Jack , Parabéns meninas superpoderosas!

Logo apos , nós entramos com a grande estréia do Ricardo no trombone , nosso novo garoto se saiu muito bem  , entrou no clima da banda , seja bem vindo Kaká(brincadeira ...rs) !

Dr Wilson se mostrou mais uma vez incriditavelmente entrozados , numa sincronia perfeita. Poderoso é a palavra que define bem a apresentação deles , e resaltar a apresentação individual de cada um seria desnecesária pois só se via a perfeição da banda que foi da primeira a ultima musica na mesma pegada , perfeita! "Du caralho " - palavras do próprio Afonsoom!

Tivemos outras bandas alem das de costume , Rezina : um som muito bom de ouvir , bem feito , um power trio poderoso , e como deixar de elogiar a vocalista que manda muito bem , Sindicato Terrorista , a batera surpreendeu a todos , muito bom , realmente fazem jus ao nome! CPA se mostrou numa pegada muito boa , demonstrou muita atitude !

E finalizando com mais uma brilhante apresentação do 3ÉD+ , a presença do Luis é coisa de outro mundo. O Leandro tocando é um monstro .

É impossivel não se impolgar com esses dois , antes deles entrarem o afonso ainda disse que seria uma banda de 1 milhão de integrantes .

Mas realmente é este o clima que os dois passam, o Luis chutou o teto , caiu no chão , berrou , fez o céu e o inferno , falou de aborto , incesto , amor e ódio de uma forma tão original e incrivel como nas outras apresentações.

Bom , acho que já me estendi demais , mais seria impossivel descrever o evento resumindo mais do que fiz.

Espero que se repita novamente , e em nome da banda , agradecemos especialmente a grande pessoa que tornou tudo isso possivel .

Afonsoom , nós te amamos!

mais 2 recados:

Bem vindo Ricardo !

Parabéns Papai Leandro !

 

 

resenha por Bruno Labona*

GUERRA DE IDÉIAS
   É dificíl escrever sobre temas onde EU tenho que expressar minhas opinioes sem ser imparcial mas... Nos últimos tempos tenho me reconhecido em alguns de meus amigos com menos idade(incrivel como eles estão fazendo as mesmas coisas que eu fiz). Acho mesquinho de minha parte falar como eles devem agir e tirar deles o aprendizado que só os erros nos oferecem mas como sou jovem e impulsivo não resisto (risos). E sendo assim comecei uma campanha para tentar mudar a opinão deles (mesmo sabendo que não vou conseguir) é que me angústia velos cometer os mesmos erros que eu, por isso também cometi o erro(mais um) de expressar minha opinião pessoal sobre eles(via orkut)PRONTO começou a represalia!!! que eu sou isso, eu sou aquilo enfim, não só deles como também de pessoas que eu nem conheço.
   E é agora que começa a minha linha de raciocínio. Por que pessoas "libertarias" se preocupam tanto com a opinião de uma única voz no meio da noite (iterrogaçao) será que com minha opinião estou fazendo com que muitos deles acordem de sua habitual alienação politica letargica e começem a pensar como seres humanos(interrogaçao) e isso incomoda tanto assim(interrogaçao)E se suas ideias são tão boas porque minha humilde opinião incomoda já que nas palavras de meus juizes e algozes sou covarde e vendido (interrogaçao).
   Tenho pensado muito a respeito e acho que cheguei a seguinte opinião:
   Quem teme sao pessoas como esses ''libertarios'' que precisam sempre de mais pessoas alienadas ao seu redor pra poder ter força pois sozinhos nao conseguem nem convencer a si proprios de suas tao boas ideologias(ideologiaaa eu quero um mau pra viver).Por isso é que opiniões diferentes ofendem tanto por que podem abrir a cabeça de seus "companheiros" e com isso enfraquecer um "movimento" que na minha opiniao não tem força alguma além daquela que essas pessoas fantasiam.E obviamente esses "libertarios" partem pra agressão seja fisica seja moral porque não tem base para uma discusao intelectual mais apurada(o que por sua vez apurei eu mesmo e algumas oportunidades) o que em primeiro lugar me encomoda por ser vergonhoso e em segundo lugar me diverte em velos irritados quando sao acoados por não terem o que falar. Em suma acho que toda forma de "ismos" é péssima e que ser radical ou extremista não leva a nada além da auto-destruição. Dizem que se conselho fosse bom ninguém dava mas eu vou dar um:  NÃO SEJAM OU FAÇAM PARTE DE "MOVIMENTOS" QUE PREGUEM "IDEOLOGIAS" QUE SÓ SERVEM PARA ALIENAR!!!!!!!! Por hoje só!! amanhã quem sabe... Bjos meninos e meninas!!

  Você tem uma banda de rock? A quanto tempo? Leia bem estas linhas abaixo e veja porque algumas bandas são respeitadas, simplicidade, humildade e acima tudo amizade entre os seus integrantes. Num dia inspirado assim definil Zeek, ele respondeu algumas perguntas que nós fizemos a banda, nós aqui do SubCena agradecemos de coração ao Shed pelo convite aceito. FOR You!!!

obs: estas perguntas foram feitas antes da ida do Gabriel aos eua.

1)Conta ai cm foi o começo do Shed no longicuo ano de 1997, como manter uma banda tanto tempo junto? 
R: Nossa a historia é longa ,mas vamos lá. O Shed começou com o fim da banda do Hugo(batera) Hogwash, que cantava em português, e ao sair da banda me chamou (Zeek) para formar uma outra banda justamente para cantar em inglês. Então, na necessidade de ter um guitarrista e baixista a gente chamou André(Guitarra) e Gabriel(baixo), então fizemos shows nessa formação por uns 3 meses ZeeK:Voz, André:Guitarra Hugo:(batera) e Gabriel (Baixo. Depois de 3 meses, o André resolveu sair da banda. Então viramos um trio e com 6 meses de banda gravamos o nosso primeiro disco com esta formação; Zeek:Guitarra e Voz, Hugo: Bateria e Gabriel: Baixo. Depois de gravado e prensado o disco a gente chamou o Fernando para fazer as guitarras solo.

Bem como manter a banda é uma pergunta mais simples, poxa a gente sempre foi muito amigo e sempre houve alegria e diversão em fazer musica para gente então não foi nada difícil e sim fácil e recompensador.

       

2)A opção pelo inglês partiu de qual integrante da banda? E até que ponto pode atrapalhar ou ajudar vocês? 
R: Bem, como disse acima a idéia desde do começo era cantar em inglês por que eu(zeek) sou nativo americano e tenho maior domínio sobre a língua inglesa, fora que quando canto em português me disseram que lembra o Paulo ricardo...rs.

Olha, ajudar nada ou seja só atrapalha, mas é o a gente gosta de fazer e pronto não vamos mudar o idoma da banda por causa disso  é o que é e pronto.   

3)Agora vamos falar sobre críticas, qual foi a pior crítica feito ao Shed e a melhor?  
R: Humm... eu não sei dos outros mas pra mim a pior critica foi quando um cara de um folhetim, nem lembro o nome dele, mas ele disse que a banda era muito boa tirando o vocalsita que não sabia pronunciar o inglês corretamente. Eu achei um absurdo dado que o inglês é a minha língua materna. Podia até criticar as letras e etc realmente não sou poeta. Aposto que ele nem ouviu o disco inteiro. Enfim, e a melhor é sempre em shows quando as pessoas vem te dizer que acharam bom de mais. Mas, eu me lembro de uma que gosto dito por um amigo. Ele disse: O Shed tem umas melodias grudentas que fica pra sempre na cabeça. Achei muito bom esse comentário.
 

4)Existe algo que diferencia o Shed das demais bandas? 
R: Puxa, eu realmente não sei se existe. Acredito que cabe ou publico dizer se tem ou não. É muito difícil analisar o som que você faz.

P.S: Se tiver por favor me diga. 

5)A maioria das pessoas talvez até por influência da mídia, tendem a classificar a banda dando a ela um "rótulo", 
qual é a opnião de vocês com relação a isso?

R: Acho que todo mundo rotula não só a mídia , mas as pessoas também. É natural quando alguém fala de uma banda a primeira coisa que se pergunta é: “Parece com o que?”.

Pra a gente a melhor coisa é não se encaixar em um estilo especifico exatamente para que as pessoas que precisam responder a pergunta (“Parece com o que?”) não terem resposta.  
 

6)Está é meio que particular, vocês disseram que talvez o Shed acabaria, rolou um marketing (rs), ou foi realmente algo muito sério no qual teve que rolar aquele lance de terapia em grupo etc.? 
R: hahah.. Se foi marketing não deu certo. Não, não, rolou umas coisas serias, mas não cabe eu dizer aqui até por que a gente quer deixar as coisas ruins do passado no lixo.
 
 

7)Tendo em vista a viagem do Gabriel, como vai ficar o Shed? ele vai deixar a banda vocês vão continuar?  
R: Iremos continuar sim por que ainda queremos fazer musica, eu acho que posso falar pelos meus companheiros de banda que a vida não estaria completa se não tivéssemos banda. Quem irá assumir o Baixo será o Cesinha Lost que vem nos acompanhando desde 2001 quando ele convidou a gente para fazer parte do selo Highlight sounds.
 

8)O lance do independente no Brasil está cada vez mostrando-se mais forte, como vocês veêm a contribuição  
do Shed nisso? 

R: A nossa contribuição é bem pequena na verdade, porem não menos importante. Quando alguém chega pra mim e fala; “Poxa eu tenho influencia da sua banda”. Ou seja é pequena por que não são muitas pessoas que vem dizer, mas importante pra gente porque sentimos que deixamos algo de bom para as bandas que virão.

9) Politica, no estado deploravél ao qual a sociedade se encontra, qual é a visão artistica de vocês sobre esse terrivel quadro, é possivel fazer revolução com a arte em geral?

R: Possível até é, mas alem da banda cantar em inglês, nos somos muito burros pra isso.. rs.  
 
 

10)Ultima pergunta Shed por Shed, e o que esperar daqui para frente?

R: Podem esperar bons shows com muita energia e um bom disco que levamos 3 anos pra gravar. A gente espera superar o segundo disco e o lema é fazer shows.

 

Nós do SubCena novamente agradecemos por esta entrevista

 

Shed é: Zeek, Fernando, Gabriel e Hugo//

www.fotolog.com/shedrock

http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=6990

Acima de tudo amigos que gostam do que fazem, pense nisso antes montar a sua "bandinha".

 SubCena Zine online

Pense nisso
A luta contra a injustiça é contínua, ainda hoje vemos em vários países que a desigualdade é o fator príncipal do aumento da pobreza e da violência. Nos paises sul-americanos ou latinos-americanos, como somos classificados pelos U.S.A., este tipo de descaso é ainda maior, cá na américa do sul, o nivel de vida é totalmente instavél só perdendo mesmo para países do continente africano e do leste europeu, mas em termos de educação isto é igual ou pior. A sub- educação é o que transforma um povo em sub-povo ou se couber no intuito da alma, em escravos. Pessoas que vivem com sub-salários em seus sub-empregos, em casas de alvenaria que mais lembram barracos, isto quando realmente não são fabricados da própia madeira que roubada de matas nacionais por contra-bandistas são revendidas com um preço absurdo, gênios do sub-mundo se organizam para tentar manisfestar a repudia contra a tal situação atual, mas um povo apático e desiludido prefere fingir que tudo está bem, porquê? A burguêsia nacional interligada com as de outros paises preferem não ver, ou seja é o descaso total pela tolerância de fingir que todos no terceiro mundo são arianos burgueses e não mestiço como de fato somos. Como pode um pequeno "burguês" sobreviver com o salário miserável de 300r$? Deus proverá? Faça sua parte lute por seus direitos obrigue os deveres daqueles  detém o poder, daqueles que em feriados ficam em casa enquanto você os mantém no conforto da aristocrácia mundial, enquanto você presta a segurança para ele e sua família fica a mercê do resultado de séculos de descuido e do descaso, pense nisso, já foi provado que não é necessário armas ou qualquer outro tipo de violência para exiger uma atitude governamental decente para a população, só basta querer, vocês já provam isto sempre eu acredito em vocês!
Um povo derrubou a ditadura, esse mesmo povo tirouseu  presidente. Agora esse povo precisa se unir para derrubar as barreiras sociais que o separa como povo.
memórias de um rabugento
domingo de carnaval
No mundo não ha nada de novo!
Hoje é domingo de carnaval e as pessoas estão felizes e contentes sem lembrar que tudo continua igual, que tem gente passando fome nas ruas, que o mundo continua em guerra, que a aids anda matando muita gente. Mas tudo bem! hoje é domingo de carnaval.
Eu fui no show dos stones e me senti numa praça de guerra!
Elicopteros no céu com pocial de metralhadora na mão e no chão PM babando para bater em roqueiro desavisado. É ridiculo como os PMs do rio ainda estão nos anos 70, eles não podiam ver um Punk de moicano que eles saim dando cacetada.
Mas tudo bem era a cidade do carnaval uma semana antes do carnaval!
E tudo continua lindo no país do carnaval menos a violencia, a fome e copacabana depois do show!
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